Trompetista que tocou marcha fúnebre para Bolsonaro tentou ser deputado

Conhecido pela militância de esquerda como “TromPetista”, Fabiano e Silva Leitão Duarte, 45 anos, foi o músico que tocou a marcha fúnebre durante a coletiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nesta quarta-feira (26/3), na saída do Senado. Bolsonaro tornou-se réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado.

Fabiano é militante do Partido dos Trabalhadores (PT) e estudante de relações internacionais. Nas eleições federais de 2022, Fabiano Leitão foi candidato a deputado distrital, mas não foi eleito, conquistando pouco menos de 5 mil votos, que o fizeram apenas suplente.

O trompetista já participou de cerimônias no Palácio do Planalto e chegou a ser preso durante o governo Bolsonaro ao tentar impedir um desfile de veículos blindados na Esplanada dos Ministérios, em 2021. Além disso, o músico, nascido em Brasília, já protagonizou outras cenas semelhantes à desta quarta-feira (26/3).

Em novembro de 2018, após Bolsonaro ter sido eleito, o trompetista tocou o “Olê, olê, olê, olá”, usado para homenagens ao presidente Luiz Inácio lula da Silva (PT), próximo ao muro que circunda o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), onde funcionava o governo de transição da época.

Homenagem e escracho

Ao Metrópoles o músico afirmou que o ato desta quarta foi uma homenagem aos mortos pela Ditadura Militar, e um “escracho” ao governo passado.

“Estava passando ao vivo e decidi ir para lá. Essa ação é uma homenagem aos que tombaram na ditatura, como Zuzu Angel, Stuart Angel, Rubens Paiva e meu tio Francisco Celso Leitão. Significa que a Justiça está se reconciliando com a nossa história. Tentativas de golpes de Estado não podem ficar impunes”, destacou o músico.

O ex-presidente falava com jornalistas na tarde desta quarta quando foi interrompido por Fabiano, que tocou a marcha fúnebre e depois a música “Tá na Hora do Jair Já Ir Embora”, de Juliano Maderada e Tiago Doidão, hit viral durante as Eleições de 2022.

O momento arrancou risadas de quem estava no local, inclusive do próprio ex-chefe de Estado. Bolsonaro interrompeu a coletiva por alguns instantes para ouvir a música, e depois seguiu o pronunciamento.

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