Cordão da Mentira faz desfile “para adiar o fim do mundo”

Manifestantes participaram, na noite dessa terça-feira (1º), de mais uma edição do Cordão da Mentira, protesto artístico e político realizado anualmente na capital paulista para questionar as violações de direitos da ditadura civil-militar e da atualidade. Este ano, a organização decidiu fazer com que a marcha assumisse a forma de um “desfile para adiar o fim do mundo”, referência à obra Ideias para adiar o fim do mundo, de Ailton Krenak, hoje um dos mais destacados pensadores indígenas.

Os manifestantes partiram do Pateo do Collegio, complexo histórico e cultural que abriga instituições como o Museu das Favelas, e percorreram um caminho até o Ministério Público de São Paulo. Como nas edições anteriores, entre os participantes estavam militantes de diversos grupos e movimentos sociais, como o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST),

Com intervalos preenchidos por palavras de ordem de manifestantes, que contestavam a atuação de políticos como o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, e o governador Tarcísio de Freitas, lideranças abordaram temas como a letalidade e a violência policiais. Muitas também lembraram como a falsificação da história do período da ditadura introduzida pelo golpe de 1964 ainda gera consequências.

Genoíno

Presente ao ato, o ex-ministro José Genoino lembrou o motivo por que os militares sempre afirmaram que tomaram o poder do então presidente João Goulart no dia 31 de março. A disputa ideológica sobre a data existe porque no dia 1ª de abril se comemora o Dia da Mentira e isso reforçaria a hipótese da esquerda de que, ao longo de 21 anos, o que fizeram foi cercear direitos humanos e só conseguiram atingir esse objetivo sem o apoio da população, de modo autoritário e ilegítimo. 

“Eles mentiram, disseram que era 31 de março. Em 31 de março, eles saíram de Juiz de Fora (MG) e no dia 1º já estavam matando gente na Guanabara. Por isso que esse cordão é tão importante, porque não concilia, não aceita a segunda anistia aos militares golpistas e assassinos”, declarou Genoino, um dos militantes da Guerrilha do Araguaia.

“Onde estaríamos se o golpe [orquestrado como forma de anular a vitória do presidente Lula em 2022] tivesse dado certo?”, indagou, logo depois, ao microfone, Casé Angatu, pesquisador tupinambá que constantemente denuncia a situação de vulnerabilidade dos indígenas do sul da Bahia. “A ditadura começou em 1500, isso aqui é terra invadida”, declarou.

O Brasil passou por duas ditaduras, uma nas décadas de 1930 e 1945, no governo de Getúlio Vargas, com o Estado Novo, e a instalada com o golpe de 1964. Em 1984, ganhou amplitude o processo de redemocratização do país, com o crescimento do movimento Diretas Já, que pedia eleições diretas para presidente da República.

Veja galeria de fotos

 

img_8297-jpg-819x1024-1
2026-06-20t023815z_638209379_up1em6k07bqpi_rtrmadp_3_soccer-worldcup-bra-hti
2026-06-20t052220z_1664427004_up1em6k0ex6wu_rtrmadp_3_soccer-worldcup-tur-pry
0d9a5836
2026-06-20t011329z_1817621254_up1em6k03efjn_rtrmadp_3_soccer-worldcup-bra-hti
musashi-tratada06
bola_trionda_2-1
matheus_cunha_
ancelotti_jogo_brasil_3_x_0_haiti_copa_2026
matheus_cunha_marca_2_brasil_x_haiti_copa_2026
matheus_cunha_gol_1_brasil_x_haiti_copa_2026
2026-06-13t224047z_1940035698_up1em6d1qzye8_rtrmadp_3_soccer-worldcup-bra-mar-1
large-10-
2026-06-20t023815z_638209379_up1em6k07bqpi_rtrmadp_3_soccer-worldcup-bra-hti
2026-06-20t052220z_1664427004_up1em6k0ex6wu_rtrmadp_3_soccer-worldcup-tur-pry
0d9a5836
2026-06-20t011329z_1817621254_up1em6k03efjn_rtrmadp_3_soccer-worldcup-bra-hti
musashi-tratada06
bola_trionda_2-1
matheus_cunha_